SER PACÍFICO NÃO É SER PASSIVO
Ana Campagnolo
Os cristãos, por princípio, são ensinados desde sempre a não desencadear conflitos.
Porém, isso não significa que devemos permanecer inertes quando somos confrontados por agressões e injustiças.
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Ser “pacífico” não é a mesma coisa que ser “passivo”.
Já no século V, Agostinho de Hipona fundamentou a doutrina da “guerra justa”, estabelecendo os critérios que devem ser analisados nessas circunstâncias:
🔹Reação ao malfeito: a guerra deve punir erros ou retomar o que foi injustamente tirado;
🔹 Objetivo de paz: a intenção final é restaurar a ordem e a paz, não promover a destruição;
🔹 Autoridade legítima: deve ser avalizada por lideranças legalmente constituídas, não por iniciativa particular;
🔹 Amor ao próximo: deve ser um ato de misericórdia para com o inimigo, visando corrigi-lo para impedir que continue fazendo o mal a si e aos outros;
🔹 Intenção correta: é preciso evitar motivações como ganância, vingança ou desejo de poder.
Essa mesma posição consagrada da cristandade em relação aos conflitos bélicos também serve de referência para orientarmos a nossa atuação nas outras frente de batalha de nosso tempo, travadas no campo cultural e político.











