O PREÇO SILENCIOSO DE SER HOMEM
Ana Campagnolo
No dia 15 de julho, Dia do Homem, é comum nos depararmos com o questionamento sobre o que realmente estamos celebrando.
Por isso, decidi usar a tribuna para trazer ao debate uma reflexão dolorosa, mas extremamente necessária, sobre a realidade de tantos homens que o debate público frequentemente escolhe ignorar.
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Precisamos ter a coragem de olhar para aquele que perde a vida no trabalho exaustivo, para o alarmante e silencioso índice daqueles que tiram a própria vida, para os que enfrentam o desamparo das ruas e para a triste estatística de uma população masculina que vive menos anos, apesar de trabalhar mais.
Infelizmente, o cidadão catarinense percebe no seu dia a dia que a própria estrutura social parece se articular para transformar os homens em cidadãos de segunda classe.
Diante desse cenário de invisibilidade, faço questão de reforçar o meu compromisso com cada um de vocês, garantindo que o seu suor e a sua história sempre terão nesta tribuna uma voz de defesa, de respeito e de verdadeiro reconhecimento.











