FEMINISTAS QUEREM SEQUESTRAR A HISTÓRIA
Ana Campagnolo
Uma deputada feminista usou a tribuna da Alesc para me atacar na véspera do Dia da Mulher. Dois fatos a deixaram muito incomodada: o nosso Evento Pró-Vida, que seria realizado no dia seguinte (foi um sucesso, diga-se de passagem), e a decisão da vereadora Maryanne Mattos, que me indicou à Medalha Antonieta de Barros, uma honraria concedida pela Câmara de Florianópolis à mulheres com trabalhos de destaque em diversas áreas de atuação.
O problema é que, para expressar sua instatisfação, a excelência apelou a um dos expedientes mais corriqueiros adotados por feministas: a propagação de mentiras. Foi para restabeler a verdade dos fatos que falei na tribuna durante a sessão da última quinta-feira (13/04).
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Antonieta de Barros foi a primeira mulher a ocupar o cargo de deputada estadual em Santa Catarina. Negra, filha de ex-escrava, ela se tornou professora, jornalista, escritora e uma voz relevante no cenário político estadual, tendo, inclusive, redigido os capítulos que tratavam sobre Educação, Cultura e Funcionalismo na constituinte de 1935.
Católica praticante e crítica das deturpações promovidas pelo feminismo em seu tempo, ela sempre apresentou posicionamentos conservadores, embasados em princípios cristãos. Antonieta nunca se filiou ao ideário dos movimentos revolucionários identitários que hoje se apropriam de sua imagem.
O sequestro da sua história, que vem sendo praticado por quem quer moldá-la e submetê-la ao bel-prazer das narrativas lacradoras contemporâneas, é, este sim, o verdadeiro vilipêndio à sua memória.











