Um Cego Não pode Guiar Outro Cego #shorts

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RÁDIO GOSPEL CAMPINAS

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A pergunta: “Pode um cego guiar outro cego?” é uma questão levantada por Jesus para falar sobre a necessidade fundamental de os cristãos enxergarem com clareza para poderem guiar outras pessoas no Evangelho da forma correta. Aqueles que estão nas trevas do pecado não podem servir de guias para outros que estejam na mesma situação, pois o resultado será desastroso.

Por isso o Senhor Jesus diz numa linguagem parabólica: “Porventura pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?” (Lucas 6:39). Jesus falou essas palavras num contexto onde Ele estava exortando os seus discípulos acerca de suas responsabilidades no que se diz respeito a fazer mais discípulos.

Então nesse sentido de certa forma o Senhor Jesus contrastou essa nobre responsabilidade ministerial dos crentes com o fracasso dos escribas e fariseus em tentar servirem de guias para o povo. Eles eram cegos que não tinham a menor condição de conduzirem alguém no caminho da luz. Por isso em outra parte, ao se referir aos escribas e fariseus, o Senhor Jesus disse: “Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14).

Portanto, os escribas e fariseus advogavam para si a posição de guias espirituais do povo, mas eles não tinham qualquer afinidade com a luz do Evangelho de Cristo. Eles tinham em suas mãos as Escrituras, mas como cegos eram incapazes de enxergar que elas testificavam de Cristo (João 5:39). Assim, não passavam de cegos guiando outros cegos. Contudo, os verdadeiros seguidores de Jesus devem ser diferentes.
Pode um cego guiar outro cego?

Atualmente há um esforço muito grande para adequar as vias e os locais públicos às necessidades das pessoas deficientes visuais. Isto é ótimo e necessário! Mas no tempo Jesus os cegos enfrentavam grandes desafios para se locomoverem. Os terrenos eram, na maioria das vezes, acidentados, e não raramente havia buracos nas estradas. Além disso, havia poços abertos em vários locais na Palestina, e a queda num desses poços poderia ser fatal.

Por isso o questionamento de Jesus: “Pode um cego guiar outro cego?” poderia ser facilmente entendido. Ninguém seria capaz de dizer que é prudente que um cego guie outro cego. Logo, a pergunta subsequente: “Não cairão ambos na cova?” tinha que ser obrigatoriamente respondida com um enfático “Sim!”, pois eram enormes as chances de uma tragédia acontecer se um cego de dispusesse a guiar outro cego na Palestina do século 1.

A ilustração de Jesus equivale a hoje pensarmos num cego dirigindo um carro ou pilotando um avião. Obviamente não tem cabimento, ainda que o cego tenha o maior senso de direção possível! Um motorista cego não é capaz de manter em segurança um carro na estrada. Da mesma forma os escribas e fariseus, na tentativa de dirigirem o povo, acabavam desviando aqueles que os seguiam.

Por isso a exortação do Senhor Jesus também implicava no fato de que o povo não podia seguir aqueles guias cegos, pois caso contrário encontraria com eles a perdição. Embora os fariseus fossem reconhecidos como intérpretes da Lei, o ensino daqueles homens diferia consideravelmente do ensino do Senhor Jesus.

Então para muitos, quando Jesus trouxe de forma correta os ensinamentos acerca do Reino de Deus, a diferença foi nítida. Isso é o que registra o evangelista Mateus: “Aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mateus 7:28).