SEDE — A quinta palavra da cruz (BOM DIA AMIGO 4520 | Israel Belo de Azevedo)
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SEDE — A quinta palavra da cruz
(BOM DIA AMIGO 4520 | Israel Belo de Azevedo)
“O homem deve saber que só sendo vulnerável pode verdadeiramente oferecer e aceitar amor”.
(Leo Buscaglia, 1924-1998)
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O evangelista João sintetiza o drama:
“Perto de morrer, Jesus fez um pedido:
— Estou com sede. Água…”
(João 19.28)
O sacrifício do Messias estava a ponto de fazer sentido. Não era um cordeiro típico do Antigo Testamento em que o, animal era morto a cada pecado humano, para que houvesse perdão. Era o Deus-homem morto uma única vez, não por si mesmo, mas por nós e para nós.
O Jesus-Deus, que sabe que tinha feito tudo o que precisava fazer, é o mesmo Jesus-homem que tem necessidades idênticas às nossas.
Enfraquecido ao extremo, Jesus admite sua condição e pede água para sobreviver. Recebe vinagre, como forma de desprezo.
A desidratação é uma experiência-limite; a sede mata.
Podemos passar também por experiências-limites: dor extrema, como prenunciando a nossa morte; solidão completa, indicando o nosso desespero; fome absoluta, semeando o fim; sede total, o limite do limite.
Quando omitimos nossa fragilidade, não podemos ser ajudados.
Talvez abusem da nossa vulnerabilidade, oferecendo-nos vinagre. Talvez nos ajudem, dando-nos um copo de água.
A autenticidade é sempre a nossa melhor escolha.
“Então, por causa do amor de Cristo por mim, eu me alegro nas minhas fraquezas, nas injúrias recebidas, nas perseguições sofridas, nas angústias experimentadas. É quando sou fraco que sou forte!”. (Paulo, em 2Coríntios 12.10 - Bíblia Prazer da Palavra)
(Texto publicado em 2022 e revisto)
Bom dia!!!!!!
Israel Belo de Azevedo
@israelbelooficial
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