O amor como convicção
“A palavra pode unir os homens, a palavra pode também separá-los, a palavra pode servir o amor como pode servir a amizade e o rancor. Livra-te da palavra que pode provocar o ódio”.
(Leon Tolstói, 1828-1910)
Quando o ódio se torna um sentimento coletivo, o que podemos fazer?
Quanto a nós, nunca nos deixemos manipular. Não podemos entregar a ninguém a gestão de nossa consciência.
Nunca nos deixemos conduzir por palavras-de-ordem, mesmo que sejam boas. Não precisamos de palavras-de-ordem.
Quanto aos outros, convertidos à religião do ódio, não podemos dizer “amém” às suas orações, porque o Deus Eterno não aprecia cantos de guerra.
Se estamos de um lado, devemos orar pelo outro.
Se falamos de um lado, devemos ouvir o outro.
Se deixamos o ódio medrar em nossa alma, temos que nos arrepender e pedir perdão.
Precisamos esperar que as instituições julguem os manipulados e os manipuladores, para que todos saibam que o crime não compensa.
Precisamos esperar que as instituições criem mecanismos para que as mentiras não nos sejam ditas.
Precisamos pedir ao Deus Eterno sabedoria para não nos deixarmos seduzir, para que a paz seja uma flor que nasça no nosso coração e a partir dali venha transbordar.
O amor é possível. Esta é a convicção que precisamos abrigar.
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Israel Belo de Azevedo
“O ódio sempre provoca conflitos, / Mas o amor perdoa todos os erros”. (Provérbio 10.12)
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