Eu sei, eu tenho, eu posso
Israelbelooficial
“A alma que não fixou um propósito para a sua vida está perdida”.
(Michel de Montaigne, 1533-1592)
“Eu sei”.
“Eu tenho”.
“Eu posso”.
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Essas três afirmações essenciais contêm as sementes da vida, mas também as cápsulas da morte.
Quando o nosso “eu sei” é acompanhado de um desejo de saber mais, numa humilde confissão de ignorância, aprenderemos mais.
Quando o nosso “eu sei” é empregado para criar pensamentos transformadores e produtos inovadores, o conhecimento realiza sua missão.
Quando nosso “eu tenho” é alvo de uma meditação sobre o seu significado, nossa vida não se resume a ter mais, que é legítimo, mas também a distribuir, que é nobre e raro.
Quando o nosso “eu tenho” não vira tola ostentação, nem opressão para insaciável acumulação, ele descobre que o dinheiro, que é naturalmente fútil, tem bela utilidade.
Quando o nosso “eu posso” nos leva a ampliar nossos horizontes, para nos afastar do conformismo diante de destinos que nos impõem, estamos no caminho que nos faz ir além das limitadas possibilidades.
Quando em nosso “eu posso”, esquecemos de perguntar “eu devo”, ganhamos o mundo, mas nos perdemos completamente.
Israel Belo de Azevedo
Depois, Jesus se dirigiu aos seus auxiliares e ao público em geral e ensinou: — Não adianta a uma pessoa ter dinheiro e fama, se não sabe para que vive”. (Marcos 8.36-37)
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