Antigamente (BOM DIA AMIGO 3877 | Israel Belo de Azevedo)


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Antigamente
(BOM DIA AMIGO 3877 | Israel Belo de Azevedo)

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares”.
(Fernando Teixeira de Andrade, 1946-2008)

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“Antigamente” é palavra vazia. Nada significa. Quem tem 15 anos pode dizê-la para se referir a quem tem 10, embora goste dela quem completou 80. É palavra vaga, porque não há tempo “antigo” nem para quem tem 90. Rigorosamente, “antigamente” não existe; é uma época para ninguém.
Dizer “no meu tempo” só deveria ser permitido a quem já morreu. Quem está vivo tem sempre um tempo (pouco ou muito, quem sabe?) para amar, fazer, sorrir, realizar, aprender, construir, viver bem.
A vida já vivida é só uma lembrança viva do que fizemos. Se fizemos, somos capazes de fazer, a menos que não queiramos. Nunca importa, pois, quanto anos uma pessoa tem.
Para todos, amanhã é outro dia. Se não houver, é porque não houve. Enquanto há, é para ser degustado com intensidade, em rápida ou lenta velocidade. O melhor tempo de cada um, portanto, é o que ainda vem.
“Hoje” e “amanhã” são palavras para dizermos de boca cheia. Com elas, pensemos, imaginemos, projetemos. Não temos como voltar no tempo, mas, em qualquer tempo, podemos seguir, ir além.

“Vivamos intensamente / Cada tempo da nossa vida, / Porque ele é sempre único”. (Eclesiastes 3.1 — Bíblia Prazer da Palavra)

Bom dia!
Israel Belo de Azevedo
@israelbelooficial
www.prazerdapalavra.com.br

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